Em mais uma rodada de reuniões de negociação do acordo coletivo de trabalho 2010/2011, que ocorreram nos dias 19 e 20, os avanços são praticamente inexistentes.
Mais uma vez, a posição da Oi foi de alegar dificuldades financeiras e restrições orçamentárias para negar quase totalmente a Pauta de Reivindicações formulada pelos trabalhadores. Eles insistem em se manter alheios à realidade nacional.
Os dirigentes sindicais entendem que não adianta a direção da Oi alegar problemas que, na maioria das vezes, são causados pela própria gestão da Empresa, como por exemplo, o descaso com a rede e a falta de investimentos em serviços de banda larga. Os trabalhadores não são culpados por isto!
Os trabalhadores não podem e não vão pagar o pato pelos erros dos executivos. Este ano que está encerrando, todos ralamos muito. Trabalhamos por dois ou por três. Exigimos o reconhecimento pelo nosso esforço!
Nesta última rodada os dirigentes sindicais recusaram a proposta da Empresa para renovação do acordo. Afinal de contas a proposta permaneceu muito ruim.
A proposta da Empresa tem que melhorar, e muito. Procurando encontrar uma saída para o impasse, apresentamos uma contraproposta que tem em seus principais itens:
a) INPC mais 3% de reajuste salarial para todos os trabalhadores (independente do salário);
b) Tíquete de R$ 24,00 com desconto de R$ 1,00;
c) Cesta-básica de R$ 200,00 para todos;
d) Auxílio-creche de R$ 400,00 para todos com filhos até 7 anos (independente do empregado ser homem ou mulher);
e) Auxílio-medicamento de R$ 1.000 sem co-participação;
f) Antecipação do Placar de 40%do salário em novembro;
g) Melhorias nos planos médico/hospitalar e odontológico;
h) Discussão de um plano de cargos, carreira e salário.
i) Resposta a outros itens da pauta de reivindicações que não foram analisados pela empresa.
A reunião marcada para os próximos dias 27 e 28 de outubro foi cancelada, para dar mais tempo à Empresa para buscar uma proposta melhor, e foram marcadas mais duas datas, 10 e 11 de novembro e 23 e 24 de novembro, onde esperamos que o bom senso da Empresa prevaleça.
